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terça-feira, 7 de junho de 2011

Degustação de cervejas Brut no Artesanato da Cerveja dia 06-06-2011


Ontem tive uma noite maravilhosa, que só não foi perfeita porque minha namorada Polly não pôde ir comigo.

Experimentamos, em uma degustação promovida pelo Artesanato da Cerveja, localizado no Shopping Woods, no Luxemburgo, as principais cervejas que utilizam o método champenoise, ou seja, imitam o processo de produção de champagnes, espumantes, cavas, entre outros muitos nomes para designar um mesmo processo de produção.

Começamos pela Wals Brut. Palmas para o mineirim que produziu esta e tantas outras belezas de cervejas. A base dela é a Trippel também da Wals, que já é uma delícia, mas com o método champenoise, ganhou uma espuma de aroma, cor e persistência inconfundíveis, fora que o sabor intensificou onde tinha que intensificar e amenizou onde deveria ser amenizado. O começo doce, com notas de frutas secas, termina num final intenso florado, carregado de lúpulo e com aquela levíssima sensação da perlagem do espumante (bem leve mesmo, o que para mim foi uma pequena decepção). A harmonização foi com damasco seco e queijo brie, um fazendo a harmonização por semelhança e outro por contraste, excelentes também!

Em seguida veio a Malheur Brut, muito semelhante à Wals Brut, mais palmas para nosso representante tupiniquim. A diferença entre as 2, para mim, foi que a Malheur tem um sabor mais harmônico, tendo um menor contraste entre o frutado inicial e o floral final, o que para muita gente, tornou essa Brut pior que a representante da Wals. Eu gostei um pouco mais da combinação da Malheur, mas tanto nela quanto na Wals, não vi valor agregado suficiente para o alto preço das cervejas desse estilo. Quase fui apredejado quando mencionei isso em meio aos colegas degustadores e apreciadores de cerveja como eu! E, por favor, não me entendam mal, as duas cervejas são DELICIOSAS! Só não acho que valem o preço, que está muito associado ao custoso processo de fabricação.

A partir daqui, começaram, para mim, as maravilhosas supresas desse estilo. Provamos a Infinium, uma parceria da americana Samuel Adams com a alemã Weihenstephan. Coisa ruim não poderia sair disso, e definitivamente não saiu! Essa cerveja não utiliza o método champenoise de produção e muitos não a consideram, portanto, nessa categoria. Porém, dizer que ela não assemelha-se a um champagne seria um ultraje, porque é uma das que mais se assemelham à bebida. O gosto adocicado e frutado dessa bebida, que parece ser oriundo de um lúpulo especial da Bavária utilizado pela técnica de dry-hopping, deu um gosto de abacaxi e/ou melaço que se desfaz suavemente num floral amadeirado, dando uma nota de vinho branco ao conjunto. Ontem na degustação, consegui convencer todos a encontrarem o gosto de abacaxi (que para mim foi pirulito e para todos foi abacaxi maduríssimo do mercado central) igual nosso colega conseguiu nos convencer da perfeição da harmonização deste com o presunto parma oferecido. Realmente, o caramelo característico dos presuntos e o seu leve salgado combinaram perfeitamente com a degustação dessa cerveja! O mais interessante dessa cerveja, é que ela segue a lei de pureza da Bavária e por isso, só pode ser usado malte, lúpulo, água e fermento na sua produção, e "só" com isso, fizeram essa maravilha!


Agora, DeuS... tinha altas expectativas para experimentar essa cerveja, tida como a mais cara do mundo (hoje já não é mais verdade), e essa belga não me decepcionou! O aspecto dela é, de longe, o que mais lembra o de um champagne, mantendo após alguns segundos do serviço, só o colarinho de bolhas peroladas típicas do espumante, ao contrário das outras, que matinham a espuma por até minutos após o serviço. O cheiro já começou enlouquecendo todo mundo, que cheiro era aquele? Ao beber, uma explosão de sabores no conjunto mais harmônico de toda a noite, ervas como manjericão e erva-doce (percebida por todos) no começo e no final, a madeira do vinho branco, uma delícia! Fora que o "sparkling" deste é o que mais remete à sensação de beber um espumante. Fiquei encucado ontem com um sabor que não consegui detectar, lendo hoje sobre essa beldade, descobri: sálvia! Senti muito esse gosto no meio da explosão de sabores de ontem e não consegui distingui-lo.


Finalizamos com a Malheur Dark Brut, muito semelhante às quadrupels trapistas. Uma delícia, mas assim como as 2 primeiras, não vi valor agregado ao preço tão elevado, quando você pode tormar belgas e holandesas trapistas com gosto semelhante e pela metade do preço. Harmonizou perfeitamente com a trufa de chocolate oferecida para fechar a noite. Como o papo estava bom, continuei no clima de sobremesa com uma Meantime Chocolate Porter por pouco menos de 23 reais, geladíssima na medida! O gosto de trufa líquida com o café do torrado do malte me sustentou ali por mais meia hora, lembrando e suspirando com as boas memórias junto aos remanescentes que aos poucos se iam (lembrando da triste realidade que era uma segunda a noite).

Valeu demais a experiência, palmas para o Marco (Totonho) e Pablo pela grande iniciativa!


Ficou no ar o combinado de pelo menos uma degustação de um estilo de cerveja por mês! Espero que não fique no ar e torne-se verdade, e que uma confraria seja formada! Tem tudo para dar certo! Vida longa às cervejas especiais, ou melhor, como foi combinado em consenso ontem, às cervejas!

No próximo post vou me apronfundar nas diversas "escuras" como a Meantime que provei e também nas Weiss (Weizen) e talvez nas "diversíssimas" "ruivas" (ambers, red ales, e muitas outras), mas o tempo, o dinheiro e o conhecimento é pouco enquanto as cervejas são muitas!

terça-feira, 24 de maio de 2011

Novo Blog, Novas Idéias

Pessoal, depois de muito tempo, volto, em 2011, para começar uma nova jornada: o blog "Leo Vivendo".

Agora, como o próprio título diz, estou curtindo a gastronomia. Isso não quer dizer que eu ainda não adore cozinhar e experimentar receitas, só não estou mais a fim de fazer um blog sobre isso.

A nova proposta é fazer um diário das minhas degustações de qualquer coisa que tenha despertado aquela alegria peculiar que os amantes da gastronomia, como eu, sentem quando experimentam algo novo e único. Ou melhor ainda, quando experimentamos algo conhecido, porém melhor que qualquer referência anterior que tínhamos daquilo.

Como estou numa fase cervejeira, descobrindo o fantástico mundo por trás das cervejas especiais e artesanais, muitos dos posts serão sobre experimentações de cerveja. Porém, vinhos, cafés e qualquer outra coisa muito boa que eu provar eu garanto que vou postar!

Vamos começar com o que tenho experimentado, e gostado, de cervejas. Não vou me ater aos conceitos elaborados de desgustação para descrever o que provei e sim me preocupar em ressaltar o que tanto gostei nisso ou naquilo.

Antes de mais nada, recomendo o site www.brejas.com.br, que é meu grande guia na busca e compreensão das brejas desse mundo e também recomendo o livro Larrouse da Cerveja, que para um leigo como eu, foi bastante instrutivo.

A primeira cerveja que eu vou destacar aqui foi uma que eu e a Polly adoramos e foi uma maravilhosa surpresa pelo preço dela: Mistura Clássica Premium.

Ela é uma premium american lager, tal qual heineken, stella artois e outras com um precinho mais salgado e sabor diferenciado, disponíveis no mercado.

A grande diferença dessa cerveja, para mim, é que além do sabor amargo (e delicioso) normalmente ressaltado nas premiums, essa apresenta um amargor equilibrado e um surpreendente aroma amanteigado que cai MUITO bem no conjunto da obra.


Vale lembrar aqui que algumas standard american lagers como a Backer Pilsen e Austria Bier Pilsen estão dando um show pra cima de algumas premiums tradicionais do mercado.

Outra maravilha que descobri recentemente é o estilo Dunkel, que é uma cerveja de trigo com malte torrado, ou seja, uma cerveja de trigo escura. Não é só isso que define uma Dunkel, até porque tem mais de um tipo de Dunkel. O que importa é que, para os fãs das cervejas de trigo como eu, a presença de notas de caramelo e café torrado somadas ao sabor de banana, cravo e outras especiarias, comuns nas cervejas de trigo, tornam o sabor desse grupo MUITO BOM. Recomendo a Weltenburger Kloster Hefe-Weissbier Dunkel e a Fraziskaner Hefe-Weissbier Dunkel, mas tem muitas outras a serem provadas e posso vir a ter novas favoritas.



Outro estilo que não posso deixar de mencionar é o Vienna Lager, por ser um novo estilo que descobri e quanto mais cerveja eu provo, mais eu vejo que esse deve ser um dos meus estilos prediletos de cerveja. O que eu sei do estilo é que ele usa uma tecnologia para maltar os cereais diferente da tradicionalmente usada nas outras cervejas e isso confere um sabor mais adocicado e levemente torrado às cervejas feitas com esse malte. Das que eu provei, recomendo e muito a Broklyn Lager e a Weltenburger Kloster Anno 1050.


No próximo post devo falar das escuras, que estou descobrindo que gosto, e muito, de algumas dessas mas tenho que compreender melhor os estilos para falar alguma coisa. Ao que tudo indica, minha predileção estão nas dark lagers como as schwarzbier.

Por enquanto, os redutos que conheço de boa cerveja são:

Para ir: Taberna do Vale, Frei Tuck, Café Viena, Rima dos Sabores, Haus Munchen.
Para comprar e beber em casa: Mamãe Bebidas, Artesanato da Cerveja, VerdeMar.

Abraços e até uma próxima!

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Mais 2 receitas deliciosas!

A primeira foi feita num desses domingões em que todo mundo estava na casa da Polly e sobrou pra mim a boa tarefa de cozinhar. Então fui consultar o Oliver e achei uma receita que há muito queria fazer. Costeleta de porco com sálvia, do livro a Itália de Jamie Oliver.

Fiz uma pequena alteração, pra começar, que usei costelinha de porco e não costeleta. A receita começa com o descascamento de batatas e fervura em água com sal para dar uma amolecida nas mesmas.

Essa receita leva muita sálvia, então ela vai aparecer em todos os momentos do prato. A 1a aparição dela é numa pasta que eu fiz de 16 folhas de sálvia, 2 dentse de alho descascados, manteiga e umas 8 fatias de presunto cru, com sal e pimenta do reino a gosto, mas não deve ser muito. A 2a aparição da sálvia é que eu empanei outras 16 sálvias com azeite de oliva e farinha de trigo sem fermento.

Depois, dei uma selada nas costelinhas temperadas com sal (no meu caso) em frigideira com azeite de oliva. Enquanto fui fritando as costelinhas, coloquei numa assadeira em forno pré-aquecido as batatas, bacon picadinho, dentes de alho descascados (o Jamie sempre põe com casca, mas eu acho que fica mais gostoso ainda sem casca) e azeite de oliva regando tudo. As costelinhas seladas foram adicionadas por cima disso tudo, com as folhas de sálvia empanadas e a pastinha que foi preparada no começo, quando essas 2 estavam crocantes sobre as costelinhas, tirei do forno, deixei descansar um par de minutos e voilá!

Comemos eu, polly, cacá, álvaro, zé e cris!



As lumbrigas na espreita do rango!

A segunda receita foi um grande desafio, O cassoulet, tã tã tã tã!

Eu sempre quis fazer esse prato do livro do Anthony Bourdain! Comecei comprando tudo na sexta, e já deixei o feijão branco de molho em água e as coxas de pato temperadas com sal grosso. No segundo dia, eu dei uma pseudo confitada no pato, pq como não achei gordura de pato em bh, tive que improvisar com manteiga de garrafa e azeite extra virgem. As coxas de pato foram ao forno com pimenta do reino, alho, alecrim e tomilho e essa mistura de gorduras, hehehe, tudo coberto com papel alumínio. Acho que ficou cerca de 1h e 30min no forno. Enquanto isso, cozinhei o feijão branco em água com sal, pimenta do reino, alho, cebola picados e bacon, muito bacon, de preferência com o couro, por cerca de 1h.

Depois de cozinhado o feijão, ele foi separado sem os ingredientes que cozinharam com ele (por isso tem que deixar o alho, a cebola e o bacon pedaçudos). Metade desses ingredientes são batidos num liquidificador e a outra metade é reservada. Depois de confitado o pato, retira-se o excesso de óleos, e reserva-se as coxas. Nessa mesma travessa, começamos a rearrumar o cassoulet.

Primeiro, uma camada da mistura batida (bacon, alho, cebola e o excesso dos óleos), uma camada dos mesmos ingredientes da mistura só que sem serem batidos, uma camada de feijão branco, o pato confitado e quase que ia me esquecendo, linguiças fritas também! Por cima disso tudo, mais uma camadinha da mistura batida. Coloquei tudo isso em forno pré-aquecido para assar por mais 1h e 30min cobertos com a água do feijão, que foi reservada.

No domingo, 2 dias depois, tirei o cassoulet que foi à geladeira depois de esfriar após a última ao forno, coloquei mais um pouco da água do feijão e assei por mais 1h e 30min aproximadamente, e servi! Deu certo! Estava uma delícia!

Feliz dia dos pais aos pais, pq esse meu prato foi para o meu e todos os outros pais desse Brasil Varonil, em especial o Humbas e o Zé Willys!



Comemos eu, ori, papai, mamãe, vivi e humberto.

A vivi, para esse dia dos pais, fez uma entrada que era um purê de bacalhau coberto com vegetais cozidos que estava uma delícia, é como se fosse um bolinho de bacalhau cru combinado com a textura de legumes firmes porém bem cozidos.

Mamãe fez a sobremesa, um quase sorvete de queijo (requeijão + creme de leite + leite condensado) com uma camada quente de goiabada cascão, ficou show demais! Tudo isso acompanhado de café expresso, licores, o charuto dos veio depois e dizem que ainda teve um quase repeteco de bebedeira depois de tudo, hehehe.

terça-feira, 20 de julho de 2010

Muitos Posts, poucas fotos

Voltando a escrever, depois de longa pausa, volto com a descrição de 3 eventos e 3 receitas, porém, não tenho lembrado de tirar fotos, então vou ilustrar com a ajuda do vosso pai google...

A primeira receita tem tempo já, foi no dia dos namorados, que eu e Polly, depois de muita conversa, decidimos por fazer um rango especial só para nós 2.

A receita veio do livro que ela me deu de presente há um tempo, entitulado Chefs, com aproximadamente um bilhão de receitas que vão desde ovos à jantares complexos. A receita escolhida foi o Bife à Wellington. Consiste de um bife, no caso o escolhido por mim foi o Bife Ancho, excelente para este tipo de prato. O Bife foi selado rapidamente na frigideira com azeite e manteiga e foi reservado. Panquecas de cebolinha foram preparadas, com a base simples de ovos, leite e farinha batidos à mão, para envolver o bife. Entre os bifes e as panquecas, estavam uma mistura de cogumelos (fungi secci tradicional e chileno) reidratados e fritos na mateiga, alho, cebola e tomilho e adicionados de creme de leite. Ah, e entre os bifes e os cogumelos, uma camada de 3-4 presuntos Parma! Tudo isso foi envolto em massa folhada (daquelas prontas congeladas, da Arosa) e levado ao forno até que esta atingisse o ponto ideal de crocância. Como toda massa folhada, ela levou umas belas pinceladas de gema antes de ir ao forno para ganhar aquele dourado bacana. Para acompanhar, fomos de espumante Conde de Foucauld Brut Rosé, o preferidésimo da Polly.

Ficou parecido com esse aqui, mas parece que na receita dessa foto não teve cogumelhos, que ficariam ali entre o presunto e a panqueca.

A segunda receita foi do aniversário de casamento dos meus pais, no qual decidimos fazer uma receita do Jamie Oliver que lembra bem o bife do dia dos namorados. A diferença é que fizemos ele com uma peça inteira de filé mingnon limpo e não tinha nem panquecas e nem massa folhada. Como não deu muito certo enrolar uma peçona de filé com presunto parma, eu assei no forno dessa forma:

uma camada de batatas e alho (tradicional das minhas receitas, hehehe), uma camada de presunto Parma, o filé temperado com sal, pimenta do reino e ervas aromáticas como o alecrim e o tomilho; e pra finalizar, uma mistura de cogumelos secos reidratados (porccinis, caríssimos e deliciosos) fritos rapidamente com mateiga e alho. Enquanto assava, foi despejado à vinha d'alhos (esse eu aprendi com a minha vó Ida), vinho tinto sobre o filé.

O ponto desse filé ficou ótimo e foi uma pena que o Parma não conseguiu ser enrolado nele, senão teria ficado mais gostoso ainda. Pra iniciar esse jantar, bebemos um delicioso Veuve Clicquot, já tradicional nas celebrações de niver de casamento dos meus chiques velhos, hehehe.

As fotos desse, nem o google ajudou... que pena!

Por fim, a última receita: um papardele ao molho de alho-poró e Parma com um pangratato de ciabatta e porccini.

Esse macarrão é muito diferente e é do livro Jamie em Casa, o resultado final fica muito bom!

Inicialmente, piquei 8 alho-poró (sim, 8!) e dei uma cozinhada neles após fritar numa panela grande um pouco de alho na manteiga e óleo. Adicionei à panela (após uma leve fritada em tudo) vinho branco (uns 2 copos), 1 litro de caldo de legumes, pimenta do reino e uma pitada de sal. Cobri o conteúdo da panela com uma boa camada de Parma e deixei cozinhar em fogo brando por 30 minutos. Enquanto cozinhava, eu, Cris, Polly e Zé, preparamos o pangratato: pão ciabatta picado, pimenta do reino, sal grosso (não exagare como eu quase fiz) e porccini (sem reidratar, dá muito certo!), tudo isso triturado no liquidificador até ficar tipo uma farofa grossa. Essa farofa foi frita em um frigideira larga com azeite, alho e alecrim, até ficar tostadinha, bem crocante. Molho cozido, pangratato pronto, fomos para o cozimento do papardele, 10 minutos em água fervente, para os fãs de al dente, 8-9 minutos. Enquanto o macarrão cozinhava, o Parma do molho foi picotado e foi adicionado à mistura sobre fogo baixo, manteiga e um bucadão de parmesão ralado. O macarrão pronto foi incorporado ao molho e o pangratato foi adicionado no próprio prato, fica muito gostoso porque o que tempera o prato é o pangratato, mas o molho não deixa de imprimir uma personalidade ao gosto do grosso papardele! Ficou muito gostoso e diferente!

Ignorem o filé ao lado, a idéia da foto é mostrar como que fica o visual do prato!

Um bom vinho que acompanhou o papo antes da janta foi o chileno Concho, achei muito gostoso!

Vocês viram que foi praticamente uma compilação de receitas com presunto Parma e cogumelo Porccini. Foi por coincidência e também por vontade acumulada, minha e da Polly, de executar esses pratos, principalmente os 2 primeiros, dos meus livros de receita!

O presunto Parma tem esse nome no Brasil, mas é na verdade presunto cru o seu nome, porém, tal qual Gilete no Brasil é sinônimo de lâmina de barbear, o presunto cru ficou conhecido aqui assim!

terça-feira, 18 de maio de 2010

Risoto da minha risoteira predileta!



Só para constar, aquele último post foi do dia 02 de maio, o dia mais doido do ano!

Agora vou falar do prato que eu e a Polly fizemos para nossos grandes amigos Gabi, Rios, Marco e Xan. A receita é do Olivier e foi muito interessante, já que nunca tinha visto um risoto que levasse muçarela de bufala e tomate, duvidei um pouco que ia dar certo. O preparo do risoto é como qualquer outro: cebola e alho refogado no azeite extra-virgem, risoto para mexer e soltar a amilopectina (que é o grande tchan do arroz arbóreo, pois dá essa consistência ao molho cremoso que forma no risoto), vinho branco seco para a primeira inchada do arroz e caldo de carne para as respectivas e, ao final, tomate italiano maduríssimo picado, muçarela de bufala (em bolas, não a fatiada das gôndolas) picada, muitas folhas de manjericão e sal (que faltou um pouquinho, mas não prejudicou de forma alguma a receita, porque umas das poucas coisas que se corrige no prato servido é o sal). O interessante do risoto é ver a preferência de ponto entre as pessoas, a Polly, assim como a Gabi, prefere bem al dente, enquanto eu e o resto da rapeize prefere um pouco menos, mas de ambas as formas, é uma delícia. Uma dica que o Olivier deu e a gente não seguiu, foi usar só a parte externa do tomate, que retem menos líquidos do fruto, mas isso não prejudicou a receita, só deixou mais molhado o risoto.

Para acompanhar, eu fiz um filé mignon empanado, só que eu não bato o filé, deixo ele bem macio, passo no ovo, leite e farinha e mando brasa, eu, pessoalmente, adoro! E combinou, porque o risoto era meio parmegiano. Mas faltou um pouquinho de sal também, mas tô aprendendo a ter menos medo de sal nas receitas, cada vez mais falta menos.

Essa aventura foi do dia 16-05.
A minha receita definitiva de Pernil de Cordeiro!

Vou ser sucinto aqui porque vocês já acompanharam em tantos outros posts os encantos do sabor e do preparo tanto do pernil quanto da paleta de cordeiro. As grandes novidades dessa última foram: meus pais finalmente provaram meu cordeiro e dessa vez, eu peguei todas as ervas da minha horta (salsinha, manjericão, alecrim, tomilho, sálvia e hortelã) e bati no processador junto com bastante alho, pimenta do reino e azeite de oliva extra-virgem. O preparo foi aquele tradicional, ao forno com cama de batatas, mas o tempero eu esfreguei em cima da carne, deu um sabor especial e diferente!

Os convidados foram: Tio Augusto (até a Polly chama o Tio Augusto de Tio Augusto, então é isso mesmo!), Cristina, Polly, Mamãe e Pai. O motivo, dentre outros, foi a volta da véia para o lar, definitivamente, que é mais que motivo para comemorar!

Não dá pra ver tanta diferença visualmente não, o que muda muito é o sabor das ervas diretamente sobre a carne, assim como o do alho!

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Segunda parte do Comida di Buteco

Vamos então à segunda e última parte da nossa aventura pelos comidas di buteco. Em breve devo postar mais uma receita de cordeiro (acho que a minha definitiva! Essa ficou diferente das outras!) e se der, a da Vivi enrolona! hehehe.

Primeiro os melhores dessa segunda parte:

O Barção Moreira, apesar de ser longe pra diabo, fez um costelão bacana, com um jilo bem tradicional (mas gostoso, acho que aprendi a gostar de jiló, hehehe) com uma farofinha levemente adocicada pra acompanhar e poletinha bem frita pra fechar com chave de ouro. Fora que a dona do bar, quando viu que éramos 6 pedindo só 1 prato, reforçou na costela sem a gente pedir e sem acrescentar nada. Primeira visita altamente positiva!

O Agosto Butiquim, pra mim o buteco de culinária mais refinada de BH, fez um lombo muitissimo bem temperado com massa de pastel frita em forma de doritos pra acompanhar e um "jilogela" (muitos bares fizeram jiló tipo berinjela ao forno e até que fica bom com um paozinho ou qualquer outra coisa do tipo para acompanhar). Mas aqui teve uma grande falha no atendimento, primeiro que sentamos em bancos de plástico (tipo aqueles de banheiro da casa de vó) na rua. Tudo bem que formos atendidos rápido e esse era o propósito mesmo, mas começou mals. Depois que não aceitava cartão e nossa trupe fica indignada com esses butecos no meio da zona sul não aceitarem nem cartão de débito com o argumento ridículo de que as taxas dos cartões são abusivas, não dá pra engolir um bar cheio desses desde não ter condições de pagar pra ter uma maquininha de débito... E pra fechar, a garçonete aceitou nossa confusão na hora de pagar a conta e saimos de lá dando uma generosa gorjeta não intencional de 10 reais pruma conta de 30. Fomos infelizes no final das contas...

O Café Palhares e o Doca, pra mim e isso não é um consenso da trupe, também estavam bons e o atendimento desses velhos de guerra, lotados, continua de invejar. Eles dão conta de multidões sem que pelo menos eu, num sábado de tarde, conseguisse ficar puto com algo relacionado ao serviço. MAS, o Doca pecou na escolha da carne, o matambre não conseguiu ficar com o melhor dos preparos e não agrada a qualquer um tão facilmente. JÁ o Palhares serviu tão pouco pão de jiló que parecia piada para acompanhar a saborosa língua que servia (na minha opinião!).

O Escritório da Cerveja é um bar que a gente adora ir pelo ambiente do bar, pelas cervejas diferentes e pela minha tradição de a cada ano comprar um copo novo pra minha coleção (lá vende copos de cerveja, os quais, eu coleciono). Mas esse ano, nas palavras do meu sábio e eterno amigo Ikona: "Foi mal gente, mas isso aqui é Quibe!" E era mesmo, e vinha pouco, pra piorar...

A muela do Curin Bar não impressionou, mas o Curin a gente vai muito mais pela Flor morar perto de lá e pelo pai dela ser grande amigo do Curin e ser um grande torcedor dele na competição, mas sempre fica essa sensação de podia ser melhor e mais caprichado, pelo menos pra mim.

O Pimenta com Cachaça, tal qual o 222, tinha tudo pra ser um bar excelente. É bonito o ambiente, a culinária é criativa e deliciosa mas o atendimento, PUTA MERDA! Tivemos em nossa estadia lá: um lugar entre a escada e o banheiro, um garçom que serviu primeiro a cerveja e depois os copos (e a primeira cerveja estava quente e a segunda congelada...) e um outro garçom que abria a cerveja antes da gente poder falar se era isso mesmo que a gente queria... é outro que muito provavelmente vai sair da nossa lista para o ano que vem...

Bem pessoal, foi isso, se ano que vem o blog ainda estiver ativo eu posto as aventuras do comida di buteco de 2011. Aqui vão fotos nossas do Guia BH, que estava cobrindo o evento, e o fotógrafo curtiu a gente porque encontramos com ele em 2 lugares diferentes na mesma noite, hehehe.

Da esquerda pra direita: Madeixa (Ikona), Flor, Liss, Polly, Bolha e Eu; no Barção Moreira. O Bolha foi só esse dia com a gente e a Liss esse ano foi na maioria dos butecos, esse ano ela entrou pra trupe mesmo!

A mesma rapaziada só que no Escritório da Cerveja. A Liss tava no banheiro no momento da foto.